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A evolução do Prêmio Salão Design: em 1992, destaque para a cadeira Thonet brasileira

9 de maio de 2019

Em 1992, o Brasil sediava a emblemática Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, um marco na agenda global do meio ambiente que ficou conhecido como Rio 92 ou Cúpula da Terra. Essas discussões sobre desenvolvimento sustentável iriam impactar o design e a produção industrial nos anos seguintes, mas já ressoavam de alguma forma no Prêmio Salão Design.

Três meses antes, na feira Movelsul 1992, em Bento Gonçalves, eram expostos os vencedores do Salão Design daquele ano, já com o propósito claro de acrescentar valor à indústria moveleiro. Naquela edição, além dos premiados escolhidos em quatro categorias já concedidas nos anos anterior, houve a introdução de um Grande Prêmio, concedido à cadeira para copa e cozinha Sit Down, da do designer Dirceu Guarda (Degrau Arquitetura, Porto Alegre).

Essa peça foi destacada pelo júri como a ‘cadeira Thonet brasileira’, por suas prerrogativas de desmontagem, acomodação e transporte. Fabricada em tubos de aço e plástico pintados com epóxi, podia ser montada pelo próprio comprador, algo inovador para a época, sendo ideal para exportações.  Foi considerado pelo júri um produto primorosamente pensado para o mercado. Considere-se a relevância daquela comissão julgadora, que contava com nomes como Freddy Van Camp, Nelson Ivan Petzold e Ethel Leon.

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