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Duplo reconhecimento para o jovem designer Felipe Madeira

2 de agosto de 2017

Assim que se formou designer pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Felipe Madeira passou a produzir, em seu próprio estúdio, móveis e objetos pautados no design acessível com foco na valorização do trabalho manual. Antes disso, ainda quando acadêmico, ele já demonstrava uma aptidão também para o lúdico – que se pode notar na premiada Escrivaninha Sobradinho e também no Cavelete Dobra, que recebeu uma menção honrosa.

Foi justamente nos laboratórios da UFRJ sua primeira experiência dentro de uma oficina, o que despertou de imediato a afeição pela madeira. Essa vivência formaram as referências estéticas de Felipe Madeira, que hoje transitam entre o design contemporâneo e moderno brasileiro, design escandinavo, design japonês e técnicas de joinery.

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A Escrivaninha Sobradinho, por exemplo, oferece usos simbólicos, estéticos e funcionais que resultam em uma boa integração trabalho x casa x usuário. Descontraída, a peça reformula o local de trabalho e apoiando-se na ludicidade de sua forma quase óbvia. A estrutura metálica atua como um casulo que delimita virtualmente seu espaço. A marcenaria se expressa no tampo, que tem laterais elevadas ideais para colar post-its ou recados, além de gavetas e um compartimento oculto para organizar cabos, fontes e carregadores.

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Ainda numa proposta que une marcenaria e serralheria, o Cavalete Dobra, menção honrosa no Prêmio Salão Design 2017, é uma criação do designer para ele próprio. Precisando de cavaletes, Felipe decidiu desenhar um que fosse moldado às suas demandas e senso estético. Ele conta que o baixo custo de produção e racionamento de matérias-primas e ferragens foram os parâmetros usados para o brainstorming do produto. “O resultado é uma releitura da forma tradicional do cavalete regulável, com novos materiais, grande potencial de personalização em tipos de madeira e cores e nenhum uso de ferragens”, pontua.

A trajetória acadêmica e profissional de Felipe Madeira acabaram levando-o para campos mais práticos do design. Muito cedo, ingressou como pesquisador, sob orientação de Andres Passaro, no Laboratório de Modelos da FAU-UFRJ. Também teve a oportunidade de estagiar no Studio Zanini, ao que atribui sua paixão pelo design de mobiliário. “O trabalho manual me encanta e é minha inspiração. Procuro desenvolver meus projetos pessoalmente, individualmente e artesanalmente. Atitude que, na minha concepção, confere personalidade ao móvel, tornando-o único”, conclui.

 

 

 

 

 

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