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Futuro do design

17 de abril de 2014

30731Esqueça aquela história de que meninas brincam de casinha e ferramentas são coisas de menino. Com o organizador de brinquedos Tool House, é possível estimular o lado lúdico das crianças, além de incentivar a igualdade entre os gêneros. O trabalho, premiado no Salão Design Movelsul Brasil 201, na modalidade Estudante, categoria Móveis para Dormitório, é uma criação dos estudantes Isabela de Freitas Marcelino e Gustavo Campos Lages (veja mais aqui). Confira uma entrevista exclusiva com a dupla de futuros de designers!

- Na opinião de vocês, qual a importância do Salão Design para profissionais da área?

Atualmente, o mercado brasileiro vem acompanhando o crescimento de profissionais na indústria criativa, sobretudo no campo do Design. Porém, trata-se de uma tarefa difícil posicionar-se nesse meio, especialmente para quem inicia a carreira. Dessa forma, iniciativas como o Salão Design desempenham um papel fundamental enquanto expositoras do potencial do design brasileiro e afirmam, ainda, o diálogo entre os designers e toda a comunidade externa. A ideia é expandir os horizontes para essa área que representa não só as capacidades produtivas, mas também que elucida e atua no manejo dos aspectos culturais do país.

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Tool House

- Como vocês enxergam o design diante do mercado moveleiro atual? É perceptível o movimento de democratização do design?

O mercado moveleiro sempre configurou um campo extremamente fértil para a intervenção do Design, considerando a maneira bastante incisiva como este setor se interpõe diretamente no cotidiano das pessoas. A ideia de mobiliário manifesta-se das mais diferentes formas, está presente em cada ambiente, carregada de apelos semânticos e funcionais. Atualmente, é possível perceber uma exploração da multiplicidade criativa que o mercado oferece, em especial para o que se refere como tecnologia social. Nesse sentido, o design reconhece a necessidade de repensar os esforços produtivos e trabalha pautado em alternativas que enaltecem o caráter sócio-cultural do país. Assim, a democratização do design já acontece e, em breve, se tornará mais que inevitável, será pré-requisito.

- Podem nos contar um pouco da história de vocês com o design e sobre outros prêmios já recebidos?

Isabela Marcelino: Sou aluna de Design de Produto da UEMG, em Belo Horizonte. Atualmente, também faço intercâmbio no curso Product Design na University of East London. Completamente envolvida, acredito no Design como ferramenta social e cultural. Tenho interesse na área criativa, mas, no que se refere ao desenvolvimento de produtos, meu foco maior é no setor de móveis e iluminação. É a primeira vez que sou premiada no Salão Design. Anteriormente, fui finalista junto à colega Flavia Luiza de Paula no Concurso Novo Design Brasileiro, lançado pela Oppa Design, em parceria com a Revista Bamboo em 2012. Isso resultou na produção da luminária Peteca Luz. Sigo sempre procurando absorver novidades para crescer como Designer.

Gustavo Campos: Minha história com o Design ainda é curta, ainda assim muito intensa, uma vez que mergulhei de cabeça assim que entrei na faculdade. Gosto muito de pensar que o Design é uma ferramenta essencial para resolver qualquer problema e tento levar esta filosofia para qualquer projeto. Esse é meu primeiro prêmio, mas, com certeza, só servirá de incentivo para continuar evoluindo.