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Madeiras, encaixes e técnicas tradicionais são a marca de Danillo Faria

8 de abril de 2016

Formando pela Universidade Federal de Uberlândia, Minas Gerais, Danillo de Souza Faria é um marceneiro autodidata e, aos 27 anos, já definiu a identidade de seu trabalho – sempre ligada a técnicas de marcenaria. Em todas as suas peças, pode-se ver a presença de um encaixe antigo e misturas de madeiras. Seu desenho é definido por esses elementos e os nomes das peças quase sempre fazem referência a encaixes e técnicas tradicionais.

Na 20ª edição do Prêmio Salão Design, Danillo foi premiado pela mesa Panapaná, mas teve outros três produtos entre os finalistas: o suporte de bicicleta Ostra, o Banco Tipi e a mesinha Magaiver. Seu processo de criação é variado e às vezes Danillo define uma peça inteira apenas com desenhos. Em outros casos, concebe com base na experimentação em marcenaria. “Meu trabalho é artesanal, eu mesmo desenho e executo na minha oficina”, conta.

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A mesa Panapaná surgiu para atender ao pedido de uma cliente que precisava de uma mesa de estudos no quarto, mas não tinha espaço suficiente. Danillo conta que desenhou a mesa dobrável com um sistema próprio de abre e fecha. A peça também utiliza um encaixe tradicional chamado Borboleta – que em Tupi é Panapaná, nome dado a peça.

As peças criadas por Danillo levam a assinatura de seu escritório e marcenaria Ofício Lenho. Atualmente, ele está desenvolvendo a coleção 2016, parte da qual já está disponível no site oficiolenho.com. “O trabalho manual me mantém inspirado, quando estou na marcenaria consigo enxergar muitas possibilidades. O contato direto com as ferramentas e matéria prima sempre existirá”, conclui.

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