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Mais vida no concreto urbano

22 de setembro de 2016

O escritório de arquitetura Triptyque, com escritórios no Brasil e em Paris, vem imprimindo em seus projetos a marca do verde e a marca da água. Integrar a natureza à arquitetura é algo que eles fazem sempre que podem, criando ambientes sustentáveis do ponto de vista material, social e de planejamento territorial.

Em passagem pela Serra Gaúcha para o congresso da Associação dos Engenheiros e Arquitetos da Região dos Vinhedos (AEARV), o arquiteto Gregory Bousquet contou que a primeira inspiração nesse sentido veio da obra de Lina Bo Bardi. Os quatro projetos abaixo são assinados pela Triptyque e mostram que a vegetação ou a água estão sempre presentes como elementos externos nas obras da empresa.

 *Todas as imagens tem direitos reservados para Triptyque

#1 Edifício Harmonia, edifício comercial, São Paulo

HARMONIAok

O projeto começou enfrentando o problema dos alagamentos nessa região de São Paulo: a Vila Madalena. Por isso, a Triptyque literalmente levantou um pouco o prédio e reverteu uma parcela do terreno maior que a exigida a espaço público, ampliando a permeabilidade. A fachada toda de concreto ganhou pequenos casulos com plantas que foram crescendo a seu ritmo e mudando o aspecto externo. Recursos como brises foram usados para reduzir os custos com energia.

 

#2 Fidalga, edifício residencial, São Paulo

FIDALGAok

O edifício quebra a sistematização comum com a inserção de uma torre ao centro e deslocamento dos blocos de moradia para as laterais. O térreo foi erguido, criando um primeiro piso de integração com o espaço público e trazendo o verde. São apartamentos-casa, com vista de quase 360º ao exterior, exceto pela passarela do meio que dá acesso às unidades. Um projeto incrível que tem na sua área semipública do térreo uma importante parcela de cobertura verde.

 

#3 RB12, edifício comercial, Rio de Janeiro

RBok

O edifício tradicional dos anos 1960 precisou passar por um processo de retrofit para sua revitalização. A problemática central eram os vidros escuros que impediam a passagem da luz. A transformação se deu com vidros em sinfonia, que rebatem os raios solares de duas a quatro vezes, ampliando a claridade natural aos escritórios. A aplicação de brises também foi feita para reduzir o gasto energético, tornando desnecessário o uso contínuo do ar condicionado.

 

#4 Redbull Station, edifício de uso cultural, São Paulo

REDBULLok

O edifício tombado no centro de São Paulo deveria ser transformado em centro de exposições, espaço para eventos e residência de artistas sem prejuízo a sua fachada. Sem poder mexer na estrutura, o escritório conseguiu, no entanto, fazer alguns acréscimos importantes, mas traçando uma linha clara entre o contemporâneo e o antigo. A ideia aqui foi explicitar o que já pertencia ao edifício e o que fora implantado. Uma marquise do topo do prédio foi instalada para captação de água destinada a um belíssimo chafariz.

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