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Prêmio Madeiras Alternativas: a expedição de Alfio Lisi pela Amazônia

13 de julho de 2017

Terminou hoje a expedição do designer Alfio Lisi pelo Laboratório de Produtos Florestais do Serviço Florestal Brasileiro, em Brasília, e áreas de manejo florestal e processamento de toras, em Rondônia. A viagem foi a premiação que o designer recebeu pelo Prêmio Madeiras Alternativas, uma categoria especial que o Prêmio Salão Design mantém desde 1996 em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro como incentivo ao uso de novas espécies madeireiras. O reconhecimento foi pela coleção de utilitários Linha Pi, produzida em Muiracatiara Rajada.

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Alfio Lisi é um reconhecido designer com aptidão de marceneiro. Em sua Marcenaria Artífice, em Leme (SP), ele cria e fabrica produtos em pequena e média escala, utilizando principalmente a madeira combinada com outra dezena de materiais. A curta jornada amazônica reforçou a crença do designer na riqueza de possibilidades dessas madeiras consideradas ‘subespécies’. “Vi as áreas exploradas em 2011 e 12 muito regeneradas agora. Vi que o trabalho é sério e que é viável. E que é importante usar outras espécies, pois são dezenas de madeiras ótimas, bonitas e esquecidas. Nossa floresta é muito abundante”, conta Alfio Lisi.

Todo ano, os projetos inscritos no Prêmio Salão Design concorrem automaticamente ao Prêmio Madeiras Alternativas. É escolhido o melhor projeto da edição fabricado a partir de espécies que o Serviço Florestal Brasileiro considera como não “muito utilizadas”. Sob a análise de técnicos do Ministério do Meio Ambiente, o objetivo é a divulgação da enorme diversidade de madeiras existente no país. Além disso, a iniciativa estimula o manejo sustentável das florestas, ao passo que absorve sua produção, tornando-as econômica e ecologicamente viável.

A analista ambiental do Laboratório de Produtos Florestais, Maria Helena de Souza, explica que manejo florestal é o conjunto de técnicas que permite o uso econômico da floresta e se caracteriza por ser uma intervenção planejada, com baixo impacto à vegetação, garantindo a manutenção da biodiversidade e a eficiência na produção de madeira. Uma das premissas do manejo é o uso parcelado da área total à disposição para garantir a produção contínua ao longo dos anos. “Enquanto uma área estiver em atividade, o local de extração dos anos anteriores estará em descanso para que haja o crescimento das árvores e a recomposição da floresta. Por hectare, são extraídos a cada ciclo de manejo cerca de 20 metros cúbicos de madeira, o que equivale a, em média, cinco árvores”, esclarece a analista.

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