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Nascido em Londres, em 1974, Peter Marigold começou a estudar arte e escultura na Central St Martins antes de se matricular em Design de Produtos no Royal College of Art, em 2004. Sua formação em arte, combinada a uma série de trabalhos com design e produção cenográfica – adereços, maquetes, figurinos e cenários para teatro e exposições – fez com que ele desse uma abordagem plural ao design de móveis.

Encaixe e geometria, sem perder o poder de criação, deixando que formas aleatórias surjam e surpreendam em peças únicas: esse é o lema de Peter, que define seu trabalho como “caótico”.

Com perfil nômade, tem projetos espalhados por vários continentes: “É verdade que estou intrigado com a ideia de um moderno estilo de vida nômade. Eu gosto de viajar, ser adaptável. E vários dos meus objetos falam sobre este modo de vida”, destaca.

Quer saber mais sobre o jurado do Salão Design e como conquistá-lo com seu projeto? Então confira o depoimento exclusivo de Peter para o Blog:

– Quais são os critérios principais que você leva em conta na hora de avaliar um produto?

Estou mais interessado na originalidade, na visão. Algo diferente, algo com um pouco de personalidade. Mas eu não procuro algo intencionalmente louco só para me tornar internacionalmente conhecido. Eu quero ver algo com a paixão genuína que a pessoa imagina existir, e não apenas algo que queiram vender para outras pessoas.

– Você já conhece o Salão Design? Como encara essa oportunidade?

Conheci o Salão Design por meio do meu trabalho com o Sindmóveis – primeiro com uma série de apresentações em São Paulo e Rio de Janeiro e, posteriormente, em Bento Gonçalves. Eu amo o Brasil, então estou muito feliz de estar envolvido.

– E sobre o nível do design produzido no Brasil, o que você acha? Estamos em que patamar comparado ao que é feito no mundo?

O Brasil  está em uma posição incrível, e eu realmente sinto que é apenas o começo de uma história. Há muito coisa boa produzida, e a possibilidade do que pode acontecer com os próximos passos é muito estimulante. Acho que os jovens designers estão em  posição melhor do que muitas pessoas na Europa. Muitos países estabeleceram uma forte personalidade de design, e acho que no Brasil esse movimento é ainda muito jovem, mas está crescendo bem e sei que a incrível cultura do país estará presente nesse processo.

– Muitas de suas criações têm como foco os nômades urbanos, e por isso móveis adaptáveis e práticos são algumas de suas especialidades. Como produzir projetos que encantem pelo visual e ao mesmo tempo atendam a este perfil?

Eu acho que primeiro você deve ser muito honesto consigo mesmo.  É muita tortura pensar:  “Será que é assim? Será que eu gosto disso?”. Se você chega a duvidar da qualidade do material, então talvez seja a hora de mudá-lo.

– Você viaja muito pelo mundo em busca de inspirações, de materiais, de técnicas de trabalho. Qual a importância e relevância disto no seu trabalho atual?

Não é sempre óbvio quando você está viajando. Mas muitas vezes a inspiração acontece em lugares estranhos. Andando em um bar você pode perceber a forma como as garrafas estão na prateleira. Sentado em um barco, você pode ver a costa de um ângulo diferente.  Eu gosto da maneira como o mundo se organiza em formas complexas e mais interessantes do que nós, os seres humanos, podemos controlar. É aí que podemos encontrar inspiração. Eu tenho a sorte de ver como as coisas são em muitos lugares diferentes, mas igualmente adoro visitar a minha biblioteca local, meu parque local, meu pub local.

– Você esteve em Bento Gonçalves no fim do ano passado para workshops com estudantes. Como foi essa experiência?

Muito boa. Eu gostei do entusiasmo dos jovens estudantes e igualmente da equipe do Sindmóveis. Eu acho que com um pouco de entusiasmo e energia você pode realmente extrair uma grande quantidade de vida que não pode ser colocada no seu prato por sua mãe!

– Que recado você daria para quem está preparando um projeto para o Salão Design? Qual deve ser maior preocupação na montagem do trabalho?

Seja crítico. Sempre me pergunto “eu gostei disso”?  O profissional precisa gastar tempo desenvolvendo o projeto, ele sempre irá mudar à medida que você trabalha nele, e cada vez pode torná-lo mais seu. O melhor conselho que posso dar é não usar um computador. Vou olhar muito uma imagem desenhada à mão, e  apreciar um modelo de cartão áspero, por exemplo, mais do que uma imagem de computador. É preciso dar personalidade ao trabalho e toná-lo único.

Lembramos que as inscrições para o Salão Design Movelsul 2014 seguem abertas até o dia 03/11 e podem ser realizadas no www.salaodesign.com.br.

Participe!


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Por:

Imprensa Sindmóveis

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